Incêndios na Serra da Estrela

Apostar decididamente<br>na prevenção

Perante os fortes incêndios que nos últimos dias de Julho queimaram 600 hectares do Parque Natural da Serra da Estrela, o PCP volta a defender uma aposta decidida na prevenção.

O subfinanciamento limita a acção da Protecção Civil

LUSA

Image 20973


A exigência de uma «verdadeira política de protecção civil, com um sistema capacitado e eficaz» foi formulada, no dia 2, pelo Executivo da Direcção da Organização Regional da Guarda do PCP, a propósito dos incêndios que, uma vez mais, consumiram parte da mancha florestal da Serra da Estrela. O Partido assume, nesse documento, que a política de Protecção Civil «não pode continuar a secundarizar a prevenção, falando ou procurando intervir em cima dos problemas». Deve, sim, procurar preveni-los.

Há muito que o PCP defende a implementação de medidas capazes de atacar as causas dos incêndios que todos os anos – e com grande incidência neste verão – destroem milhares de hectares de floresta portuguesa, com todas as consequências económicas, sociais e ambientais decorrentes dessa situação. As propostas do PCP para a prevenção dos fogos florestais passam, entre outras, pela adopção de uma política florestal que valorize os recursos e respeite as diferentes realidades sociais existentes na floresta portuguesa, nomeadamente a pequena propriedade e a propriedade comunitária, contribuindo assim para travar o abandono e fixar as populações.

No campo da Protecção Civil, o Partido bate-se pelo fim do subfinanciamento que há muito afecta o funcionamento do sistema, com reflexos ao nível dos equipamentos e meios disponíveis e dos direitos dos profissionais. No Programa Eleitoral para as eleições legislativas de 2015, o PCP proponha uma aposta na prevenção, «com a promoção de estudos científicos e a elaboração e cumprimento de cartas de risco e planos de emergência e socorro», a par do «ordenamento e prevenção eficaz da floresta portuguesa».

A nova política de Protecção Civil defendida pelo PCP passa pelo reforço das verbas do Orçamento do Estado canalizadas para esse sistema, o respeito pela autonomia das autarquias e a valorização de «todos os agentes da protecção civil, nomeadamente os bombeiros, com a atribuição dos meios e formação necessários».

No comunicado em que reafirma os aspectos centrais das propostas do Partido para o sector da Protecção Civil, o Executivo da DORG manifesta ainda a sua solidariedade para com as populações afectadas pelos fogos e valoriza o trabalho dos bombeiros envolvidos no combate a este incêndio, realçando as «duras e difíceis condições» em que o fizeram.

 



Mais artigos de: PCP

Incêndios exigem acção

O Grupo Parlamentar do PCP quer ver mandatado um grupo de trabalho, composto por deputados de todos os partidos, para, com a máxima urgência, promover uma reunião com a ministra da Administração Interna a fim de debater os problemas dos incêndios que assolam o País.

Normativo inaceitável

O PCP critica o normativo, em vigor desde o dia 1 de Agosto, que permite aceder, junto dos consulados portugueses, a dados pessoais dos cidadãos (morada, número de cartão de cidadão ou de passaporte, contacto telefónico, etc.) neles registados. «Nem o facto de ser sinalizado...

Combater a exploração

O Sector de Empresas da Organização Regional de Coimbra do PCP está a distribuir um comunicado aos trabalhadores da Dan Cake, no qual denuncia a tentativa da administração de proceder à desregulação de horários e à discriminação salarial....

Pontos nos «is»

Na conferência de imprensa de dia 4, sobre a situação da banca nacional (ver página 5), o dirigente do PCP Jorge Pires foi questionado pelos jornalistas acerca de outros assuntos, nomeadamente as viagens de membros do Governo, a expensas da GALP, a jogos do campeonato europeu de futebol, que a...

PCP critica<br>«projecto de mobilidade»

«O chamado “Mobi Cascais” não responde a nenhum dos problemas de mobilidade do concelho», não promove «o transporte colectivo público», não «aumenta a qualidade e a oferta da rede rodoviária» nem a articula com «a linha...

<i>Insurreição</i>, de Liam O'Flaherty

«Era meio-dia da segunda-feira de Páscoa de 1916 na cidade de Dublin.» Começa assim Insurreição, o último romance de Liam O’Flaherty, publicado pela primeira vez em 1950 e que agora as Edições Avante! editam na sua colecção Biblioteca Avante!.

Carapaus de Corrida

A semana que passou ficou marcada por aquilo a que o Inimigo Público designou de «UHFgate». Redes sociais e comunicação social inundaram-se com o pseudo-polémico cancelamento da presença dos UHF na Festa do Avante!. Edições dos jornais, rádios e...